SÃO PAULO - Abalado por uma dívida de R$ 50 milhões, que parece se recompor, automaticamente, toda vez que um débito é quitado, o PT decidiu reconhecer que não será capaz de solucionar a questão sozinho. Apenas alguns meses após anunciar que correrá atrás de filiados inadimplentes, o partido começou a desenhar uma campanha para buscar recursos de empresas, entidades sociais e pessoas físicas com os quais mantém algum tipo de relação.
A forma como esses setores serão abordados ainda não está definida, mas a idéia é mostrar aos possíveis doadores a situação gerada pela dívida e explicar que o auxílio financeiro ajudará a legenda a dar continuidade ao projeto para o País. "A situação é muito grave", afirma o secretário nacional de Finanças e Planejamento da sigla, Paulo Ferreira. "O PT continua com um endividamento maior que sua capacidade de honrar compromissos."
Essa estratégia será conduzida, simultaneamente, ao plano para conter a evasão de contribuições partidárias, anunciado, recentemente, pela agremiação. De acordo com Ferreira, uma parcela significativa dos filiados que ocupam cargos públicos deixam de repassar uma parte dos rendimentos aos cofres petistas, conforme exigido pelas normas do PT.
Ele estima que, nos quatro primeiros anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o partido deixou de arrecadar cerca de R$ 30 milhões com o desrespeito à regra. "Há petistas de cinco estrelas nessa lista", afirma, acrescentando que a Secretaria de Finanças e Planejamento da legenda começou a enviar cartas a esses filiados pedindo o acerto das contas.
Rombo
Apesar dos esforços para enxugar as despesas, a sigla tem de fato encontrado dificuldades para reduzir o nível de endividamento. Pouco depois da crise do "mensalão", quando Ferreira assumiu a Secretaria de Finanças, a agremiação registrava dívida total de, aproximadamente, R$ 55 milhões. Desde então, o PT reduziu custos operacionais, renegociou dívidas e começou a estudar a mudança da sede nacional para Brasília, que será concluída nos próximos meses.
Com isso, o déficit caiu para cerca de R$ 40 milhões num período de cerca de um ano, mas voltou à casa dos R$ 50 milhões quando o partido assumiu a dívida de R$ 10 milhões da campanha à reeleição de Lula, em 2006. Na época, a equipe financeira da campanha presidencial, liderada pelo tesoureiro José de Fillipi Júnior, apostava em algumas doações tardias para tapar o buraco. Mas, até agora, a legenda só conseguiu cerca de R$ 2 milhões por meio dessas contribuições. "Estou esperando o Papai Noel chegar porque até agora o meu presente não veio", diz o secretário de Finanças e Planejamento do PT, admitindo que será difícil cobrir o débito eleitoral.
Além disso, grande parte da dívida total petista refere-se ao custeio da campanha municipal de 2004. "Depois da vitória do presidente Lula em 2002, o partido superestimou suas potencialidades eleitorais", afirma. "A raiz do endividamento do PT é a campanha de 2004." Nessa época, foram contraídos, por exemplo, empréstimos nos Bancos BMG, Rural e do Brasil (BB), que hoje geram saldo negativo de R$ 15 milhões para a sigla.
Foi na mesma campanha que a agremiação adquiriu 2,5 milhões de camisetas da Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), uma dívida que, atualmente, gira em torno de R$ 10 milhões. Dentro dos R$ 50 milhões devidos, estão ainda tributos como Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Imposto de Renda (IR) e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referentes ao empregador, no valor de R$ 3 milhões, além de um leasing (arrendamento mercantil) de R$ 8 milhões com o BB para a compra de equipamentos de informática. O restante, segundo Ferreira, é referente a fornecedores diversos, como gráficas e companhias aéreas.
Para cobrir todas as despesas, o PT conta com uma receita mensal de R$ 2,6 milhões. Desse montante, 75% vêm de repasses do Fundo Partidário, 20% resultam das contribuições de filiados que ocupam cargos públicos e 5% são provenientes de repasses de diretórios regionais.
COMENTANDO A NOTICIA: Se este partideco não tem competência de gerir-se a si mesmo, como espera poder governar o país ? Falta a competência básica, falta-lhe capacidade administrativa, falta-lhe racionalidade. E principalmente: faltam-lhe princípios éticos e morais para comandar uma cruzada de desenvolvimento verdadeiro para uma nação com os problemas e a grandiosidade do Brasil.
Em 2004, após as eleições municipais, o petê já amargava um prejuízo terrível. Pouco mais de dois se passaram e esta dívida cresceu. E a tendência será crescer ainda mais, a menos que algumas operações do tipo Correios, BB-Visanet , Instituto de Resseguros, dentre outras tantas acabem aparecendo nos atalhos da vida píblica para salvarem a lavoura do prejuízo. Talvez por esta razão a insistência em ocuparem todos os espaços para que ninguém descubra estes “atalhos”. Pedir para TCU, CGU, Ministério Público, Polícia Federal, Poder Judiciário ficarem de olho na camarilha é pura perda de tempo. Esta gente toda até hoje não desvendou as questões ligada aos Correios, mensalão, sanguessugas, cartilhas, dossiê dentre outras trapaças, vai conseguir evitar a operação tapa-buraço do partideco ! Acredite se quiser...
A forma como esses setores serão abordados ainda não está definida, mas a idéia é mostrar aos possíveis doadores a situação gerada pela dívida e explicar que o auxílio financeiro ajudará a legenda a dar continuidade ao projeto para o País. "A situação é muito grave", afirma o secretário nacional de Finanças e Planejamento da sigla, Paulo Ferreira. "O PT continua com um endividamento maior que sua capacidade de honrar compromissos."
Essa estratégia será conduzida, simultaneamente, ao plano para conter a evasão de contribuições partidárias, anunciado, recentemente, pela agremiação. De acordo com Ferreira, uma parcela significativa dos filiados que ocupam cargos públicos deixam de repassar uma parte dos rendimentos aos cofres petistas, conforme exigido pelas normas do PT.
Ele estima que, nos quatro primeiros anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o partido deixou de arrecadar cerca de R$ 30 milhões com o desrespeito à regra. "Há petistas de cinco estrelas nessa lista", afirma, acrescentando que a Secretaria de Finanças e Planejamento da legenda começou a enviar cartas a esses filiados pedindo o acerto das contas.
Rombo
Apesar dos esforços para enxugar as despesas, a sigla tem de fato encontrado dificuldades para reduzir o nível de endividamento. Pouco depois da crise do "mensalão", quando Ferreira assumiu a Secretaria de Finanças, a agremiação registrava dívida total de, aproximadamente, R$ 55 milhões. Desde então, o PT reduziu custos operacionais, renegociou dívidas e começou a estudar a mudança da sede nacional para Brasília, que será concluída nos próximos meses.
Com isso, o déficit caiu para cerca de R$ 40 milhões num período de cerca de um ano, mas voltou à casa dos R$ 50 milhões quando o partido assumiu a dívida de R$ 10 milhões da campanha à reeleição de Lula, em 2006. Na época, a equipe financeira da campanha presidencial, liderada pelo tesoureiro José de Fillipi Júnior, apostava em algumas doações tardias para tapar o buraco. Mas, até agora, a legenda só conseguiu cerca de R$ 2 milhões por meio dessas contribuições. "Estou esperando o Papai Noel chegar porque até agora o meu presente não veio", diz o secretário de Finanças e Planejamento do PT, admitindo que será difícil cobrir o débito eleitoral.
Além disso, grande parte da dívida total petista refere-se ao custeio da campanha municipal de 2004. "Depois da vitória do presidente Lula em 2002, o partido superestimou suas potencialidades eleitorais", afirma. "A raiz do endividamento do PT é a campanha de 2004." Nessa época, foram contraídos, por exemplo, empréstimos nos Bancos BMG, Rural e do Brasil (BB), que hoje geram saldo negativo de R$ 15 milhões para a sigla.
Foi na mesma campanha que a agremiação adquiriu 2,5 milhões de camisetas da Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), uma dívida que, atualmente, gira em torno de R$ 10 milhões. Dentro dos R$ 50 milhões devidos, estão ainda tributos como Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Imposto de Renda (IR) e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referentes ao empregador, no valor de R$ 3 milhões, além de um leasing (arrendamento mercantil) de R$ 8 milhões com o BB para a compra de equipamentos de informática. O restante, segundo Ferreira, é referente a fornecedores diversos, como gráficas e companhias aéreas.
Para cobrir todas as despesas, o PT conta com uma receita mensal de R$ 2,6 milhões. Desse montante, 75% vêm de repasses do Fundo Partidário, 20% resultam das contribuições de filiados que ocupam cargos públicos e 5% são provenientes de repasses de diretórios regionais.
COMENTANDO A NOTICIA: Se este partideco não tem competência de gerir-se a si mesmo, como espera poder governar o país ? Falta a competência básica, falta-lhe capacidade administrativa, falta-lhe racionalidade. E principalmente: faltam-lhe princípios éticos e morais para comandar uma cruzada de desenvolvimento verdadeiro para uma nação com os problemas e a grandiosidade do Brasil.
Em 2004, após as eleições municipais, o petê já amargava um prejuízo terrível. Pouco mais de dois se passaram e esta dívida cresceu. E a tendência será crescer ainda mais, a menos que algumas operações do tipo Correios, BB-Visanet , Instituto de Resseguros, dentre outras tantas acabem aparecendo nos atalhos da vida píblica para salvarem a lavoura do prejuízo. Talvez por esta razão a insistência em ocuparem todos os espaços para que ninguém descubra estes “atalhos”. Pedir para TCU, CGU, Ministério Público, Polícia Federal, Poder Judiciário ficarem de olho na camarilha é pura perda de tempo. Esta gente toda até hoje não desvendou as questões ligada aos Correios, mensalão, sanguessugas, cartilhas, dossiê dentre outras trapaças, vai conseguir evitar a operação tapa-buraço do partideco ! Acredite se quiser...