Karla Correia, Jornal do Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva hasteou ontem a bandeira da atualização da legislação trabalhista, como forma de reduzir o desemprego entre jovens. Em linha com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, prometeu que, se a reforma do setor sair, não resultará em supressão de direitos consagrados dos trabalhadores. Segundo o presidente, é preciso aproveitar o momento político - de relação civilizada entre governistas e oposicionistas - para acelerar o debate sobre as reformas estruturais.
Além da trabalhista, Lula citou as reformas política, a tributária e a previdenciária.
- Não é possível que algumas coisas feitas em 1943 não precisem de mudanças em 2007, 2008 - disse o presidente, referindo-se à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). - O mundo do trabalho mudou. Houve uma evolução nas condições de trabalho.
Lula acrescentou ter consciência de como "funciona a cabeça dos companheiros dirigentes sindicais" quando o governo cogita realizar as reformas trabalhista e da Previdência. Apesar de antever resistência no horizonte, prometeu a uma platéia repleta de empresários levar tais projetos adiante.
- Agora, eu quero discutir. Quero saber qual é a contrariedade, porque senão, meus caros, pagaremos o preço quando a gente estiver velhinho.
A promessa de não fazer reforma que retire direitos dos trabalhadores transformou-se na senha do presidente para atrair os sindicatos de volta ao debate em torno de mudanças nas regras trabalhistas e previdenciárias. Em 2001, o então presidente Fernando Henrique Cardoso teve de recuar da proposta de flexibilização da CLT que enviou ao Congresso, rejeitada pela oposição - incluindo o PT - e setores da própria bancada governista.
A idéia do tucano era garantir que acordos firmados entre patrões e empregados tivessem mais força do que normas inscritas em lei. Em 2003, o governo Lula criou o Fórum Nacional do Trabalho para tentar construir propostas consensuais para as reformas trabalhista e sindical. Só a segunda foi encaminhada ao Congresso, mas acabou arquivada.
- Estou convencido de que precisamos preparar as reformas para fazê-las agora - disse Lula.
O presidente também pediu a retomada das conversas sobre a reforma política, que, segundo ele, sofre resistências de partidos que até pouco tempo atrás a defendiam como remédio para todos os males do país.
- A reforma política não pode ser um tema que a gente discute apenas quando acontece um problema ou em época de eleição - declarou Lula. - Todo mundo sofrerá com a mudança no começo, mas ao longo do tempo ela vai criar vantagens.
Recém-chegado ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto prometeu para setembro a apresentação de uma proposta de reforma tributária que seja fruto de consenso entre governadores. Para Lula, o principal obstáculo para o projeto está nos municípios, que serão palco de eleições no próximo ano.
- Não é a primeira vez que a gente está quase no ponto de votar uma reforma tributária e não vota - afirmou Lula. - Muitos legisladores serão candidatos a prefeito ou terão candidatos a prefeito. Então, se depender do discurso contra a reforma tributária, o cidadão fala: "bom, nós não podemos votar agora porque tem eleições no ano que vem e eu não vou me prejudicar na minha eleição.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Dá para confiar num cara que diz “(...)O mundo do trabalho mudou. Houve uma evolução nas condições de trabalho. (..)”, e depois, com a maior cara de pau vem e veta a Emenda 3, impedindo fiscal de bancar juiz, além de negar a celebração de contratos de prestação de serviços como sendo relações de trabalho entre pessoas jurídicas? Definitivamente, Lula é um assombro em matéria de cinismo !
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva hasteou ontem a bandeira da atualização da legislação trabalhista, como forma de reduzir o desemprego entre jovens. Em linha com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, prometeu que, se a reforma do setor sair, não resultará em supressão de direitos consagrados dos trabalhadores. Segundo o presidente, é preciso aproveitar o momento político - de relação civilizada entre governistas e oposicionistas - para acelerar o debate sobre as reformas estruturais.
Além da trabalhista, Lula citou as reformas política, a tributária e a previdenciária.
- Não é possível que algumas coisas feitas em 1943 não precisem de mudanças em 2007, 2008 - disse o presidente, referindo-se à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). - O mundo do trabalho mudou. Houve uma evolução nas condições de trabalho.
Lula acrescentou ter consciência de como "funciona a cabeça dos companheiros dirigentes sindicais" quando o governo cogita realizar as reformas trabalhista e da Previdência. Apesar de antever resistência no horizonte, prometeu a uma platéia repleta de empresários levar tais projetos adiante.
- Agora, eu quero discutir. Quero saber qual é a contrariedade, porque senão, meus caros, pagaremos o preço quando a gente estiver velhinho.
A promessa de não fazer reforma que retire direitos dos trabalhadores transformou-se na senha do presidente para atrair os sindicatos de volta ao debate em torno de mudanças nas regras trabalhistas e previdenciárias. Em 2001, o então presidente Fernando Henrique Cardoso teve de recuar da proposta de flexibilização da CLT que enviou ao Congresso, rejeitada pela oposição - incluindo o PT - e setores da própria bancada governista.
A idéia do tucano era garantir que acordos firmados entre patrões e empregados tivessem mais força do que normas inscritas em lei. Em 2003, o governo Lula criou o Fórum Nacional do Trabalho para tentar construir propostas consensuais para as reformas trabalhista e sindical. Só a segunda foi encaminhada ao Congresso, mas acabou arquivada.
- Estou convencido de que precisamos preparar as reformas para fazê-las agora - disse Lula.
O presidente também pediu a retomada das conversas sobre a reforma política, que, segundo ele, sofre resistências de partidos que até pouco tempo atrás a defendiam como remédio para todos os males do país.
- A reforma política não pode ser um tema que a gente discute apenas quando acontece um problema ou em época de eleição - declarou Lula. - Todo mundo sofrerá com a mudança no começo, mas ao longo do tempo ela vai criar vantagens.
Recém-chegado ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto prometeu para setembro a apresentação de uma proposta de reforma tributária que seja fruto de consenso entre governadores. Para Lula, o principal obstáculo para o projeto está nos municípios, que serão palco de eleições no próximo ano.
- Não é a primeira vez que a gente está quase no ponto de votar uma reforma tributária e não vota - afirmou Lula. - Muitos legisladores serão candidatos a prefeito ou terão candidatos a prefeito. Então, se depender do discurso contra a reforma tributária, o cidadão fala: "bom, nós não podemos votar agora porque tem eleições no ano que vem e eu não vou me prejudicar na minha eleição.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Dá para confiar num cara que diz “(...)O mundo do trabalho mudou. Houve uma evolução nas condições de trabalho. (..)”, e depois, com a maior cara de pau vem e veta a Emenda 3, impedindo fiscal de bancar juiz, além de negar a celebração de contratos de prestação de serviços como sendo relações de trabalho entre pessoas jurídicas? Definitivamente, Lula é um assombro em matéria de cinismo !