Fernando Nakagawa, Jornal do Brasil
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com 25 mil empresas revela que o número de exportadoras brasileiras poderia crescer 27%. Ou seja, há mais de 4.000 companhias com potencial de começar a vender para o exterior. Juntas, elas poderiam elevar as exportações em US$ 10 bilhões ao ano, o que aumentaria o total embarcado em 6,5%. A maioria dessas empresas está em São Paulo, que responde por 45,4% do potencial. Os dados foram colhidos de 1996 a 2006, mas foram atualizados a pedido do JB
O cruzamento de dados de órgãos como Banco Central, IBGE e Ministérios do Desenvolvimento e do Trabalho revelou que 4.058 empresas têm perfil adequado para começar a exportar. Essas companhias têm características muito semelhantes às vistas nas atuais exportadoras, como produtividade e qualificação da mão-de-obra.
O pesquisador do Ipea Bruno César Araújo, um dos organizadores do estudo As empresas brasileiras e o conceito internacional, cita que boa parte dessas companhias não tenta novos mercados porque dois fatores rumam em direção contrária. O primeiro é local, já que alguns empresários teriam pouca confiança do potencial de seus produtos. Já no exterior, há desconhecimento da qualidade da marca Brasil.
- Mas esse cenário vem gradativamente melhorando - diz.
Os potenciais exportadores estão espalhados por praticamente todos os setores da indústria. Ao todo, a pesquisa cita 30 setores. Há, por exemplo, 377 companhias no segmento de alimentos e bebidas; 318 fabricantes de plástico e borracha; 315 no ramo metalúrgico - inclusive máquinas e equipamentos ; e 221 na indústria têxtil.
- Essa base de empresas exportadoras não acompanhou o ritmo de crescimento das exportações, que subiram 150% de 2000 a 2006 - observou o diretor do Ipea e um dos responsáveis pelo estudo, João Alberto de Negri.
O Ipea sugere que empresas brasileiras invistam em inovação para que possam ganhar o mundo. O pesquisador do Ipea Bruno César Araújo defende o caminho da inovação para criar diferenciais e, assim, vencer no exterior. Ele também diz que o governo precisa acelerar a realização de eventos para mostrar os produtos brasileiros no exterior e reforçar a marca Brasil.
- Hoje em dia, não adianta ter apenas preço competitivo e qualidade. É preciso se diferenciar - argumenta o pesquisador do Ipea. Araújo observa que a inovação não está ligada, necessariamente, ao uso de grandes e modernos computadores.
- Não é computador que traz inovação, são as idéias - diz. - Por isso, a diferenciação pode acontecer em setores tradicionais da economia, com a adoção de idéias novas que agreguem valor aos produtos.
O pesquisador cita o exemplo da Nutrimental, empresa de alimentos que começou com o fornecimento de merenda para escolas da rede pública. Mas, no começo dos anos 90, desenvolveu a primeira barra de cereais do mercado nacional. A iniciativa deu certo e ganhou as gôndolas dos supermercados. Assim, a marca Nutry passou a ser referência para um alimento que há dez anos praticamente não existia. Descoberto o filão, a Nutrimental reforçou o investimento no segmento de alimentação saudável e passou a ser um nome importante no ramo.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com 25 mil empresas revela que o número de exportadoras brasileiras poderia crescer 27%. Ou seja, há mais de 4.000 companhias com potencial de começar a vender para o exterior. Juntas, elas poderiam elevar as exportações em US$ 10 bilhões ao ano, o que aumentaria o total embarcado em 6,5%. A maioria dessas empresas está em São Paulo, que responde por 45,4% do potencial. Os dados foram colhidos de 1996 a 2006, mas foram atualizados a pedido do JB
O cruzamento de dados de órgãos como Banco Central, IBGE e Ministérios do Desenvolvimento e do Trabalho revelou que 4.058 empresas têm perfil adequado para começar a exportar. Essas companhias têm características muito semelhantes às vistas nas atuais exportadoras, como produtividade e qualificação da mão-de-obra.
O pesquisador do Ipea Bruno César Araújo, um dos organizadores do estudo As empresas brasileiras e o conceito internacional, cita que boa parte dessas companhias não tenta novos mercados porque dois fatores rumam em direção contrária. O primeiro é local, já que alguns empresários teriam pouca confiança do potencial de seus produtos. Já no exterior, há desconhecimento da qualidade da marca Brasil.
- Mas esse cenário vem gradativamente melhorando - diz.
Os potenciais exportadores estão espalhados por praticamente todos os setores da indústria. Ao todo, a pesquisa cita 30 setores. Há, por exemplo, 377 companhias no segmento de alimentos e bebidas; 318 fabricantes de plástico e borracha; 315 no ramo metalúrgico - inclusive máquinas e equipamentos ; e 221 na indústria têxtil.
- Essa base de empresas exportadoras não acompanhou o ritmo de crescimento das exportações, que subiram 150% de 2000 a 2006 - observou o diretor do Ipea e um dos responsáveis pelo estudo, João Alberto de Negri.
O Ipea sugere que empresas brasileiras invistam em inovação para que possam ganhar o mundo. O pesquisador do Ipea Bruno César Araújo defende o caminho da inovação para criar diferenciais e, assim, vencer no exterior. Ele também diz que o governo precisa acelerar a realização de eventos para mostrar os produtos brasileiros no exterior e reforçar a marca Brasil.
- Hoje em dia, não adianta ter apenas preço competitivo e qualidade. É preciso se diferenciar - argumenta o pesquisador do Ipea. Araújo observa que a inovação não está ligada, necessariamente, ao uso de grandes e modernos computadores.
- Não é computador que traz inovação, são as idéias - diz. - Por isso, a diferenciação pode acontecer em setores tradicionais da economia, com a adoção de idéias novas que agreguem valor aos produtos.
O pesquisador cita o exemplo da Nutrimental, empresa de alimentos que começou com o fornecimento de merenda para escolas da rede pública. Mas, no começo dos anos 90, desenvolveu a primeira barra de cereais do mercado nacional. A iniciativa deu certo e ganhou as gôndolas dos supermercados. Assim, a marca Nutry passou a ser referência para um alimento que há dez anos praticamente não existia. Descoberto o filão, a Nutrimental reforçou o investimento no segmento de alimentação saudável e passou a ser um nome importante no ramo.