O que era de fato importante, Renan deixou de lado
Do colunista Janio de Freitas na Folha de S. Paulo
"Para o interesse público legítimo, não faz diferença se os pagamentos de obrigações do senador Renan Calheiros, fossem diretos ou feitos por intermédio de terceiro, ligaram-se à sua "vida mais íntima" ou se destinaram a fins mais triviais. O esclarecimento esperado de Renan Calheiros era para a incompatibilidade entre os seus vencimentos, ao longo de seus 30 anos de político profissional, e o pagamento, não só aquele de decorrências íntimas, senão também o do patrimônio que nem parece todo declarado na relação apresentada em sua eleição de 2002. Esse esclarecimento Renan Calheiros não fez no que chamou de explicação aos senadores.
Os gastos nada insignificantes de sua "vida mais íntima" tiveram, no que Renan Calheiros chamou de "meio escândalo", apenas o papel de provocadores de revelações financeiras e patrimoniais que dizem respeito à sua vida pública. Dono declarado de pelo menos uma casa em Brasília e dois apartamentos, e agora reconhecendo-se proprietário também de uma fazenda, Renan Calheiros está apontado pelo "Globo" como dono de outras propriedades, em Alagoas, encobertas por laranjas ou testas-de-ferro.
Não lhe bastaria, portanto, restringir-se à continuada reiteração de que os gastos com sua "vida mais íntima" foram "com recursos próprios". O que importa, para o interesse público, é o esclarecimento sobre a procedência e o acúmulo desses recursos próprios. E esse esclarecimento Renan Calheiros evitou com o discurso, de intenção obviamente sensibilizante, da vítima atingida por uma violação do princípio constitucional de proteção à intimidade e à honra pessoal.
É possível que Renan Calheiros tenha explicação para todas as respostas que ainda não deu ao interesse público. O que se sabe, com toda a certeza, é que seu discurso mais o distanciou das respostas devidas e mais o aproximou de indícios inaceitáveis no presidente do Congresso e do Senado, e mesmo que apenas em um senador."
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Presente sem licitação
Cláudio Humberto
O ex-governador Jaime Lerner, hoje empresário, ganhou um presentão do governo do Distrito Federal.
Seu ex-sócio, Cássio Taniguchi, atual secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Distrito Federal, assinou despacho para contratar, sem licitação, a Jaime Lerner Arquitetos Associados. A empresa vai prestar uma consultoria em Brasília.
O despacho foi publicado no final da semana passada no Diário Oficial do DF. Taniguchi dispensou a licitação porque considera a empresa em que trabalhou com “notória especialização”.
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Mônica desmente Renan Calheiros
De O Estado de S.Paulo
"A jornalista Mônica Veloso contestou ontem as declarações feita em plenário pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), com quem teve uma filha que está com três anos de idade. Por meio de seu advogado, Pedro Calmon, a jornalista disse ao Estado que, antes do reconhecimento da paternidade por Renan, em dezembro de 2005, recebeu o valor da pensão e do aluguel em dinheiro. “Ela sempre recebeu em dinheiro vivo, entregue pelo Cláudio Gontijo”, disse Calmon, referindo-se ao lobista da Construtora Mendes Júnior, em Brasília.
Por meio de Calmon, a jornalista também disse que o funcionário da empreiteira não era seu conhecido, como afirmou Renan. “Foi o senador Calheiros quem apresentou o Gontijo a Mônica. Antes, ela nunca tinha visto o senhor Gontijo”, sustentou. A ex-namorada do senador também negou que tenha recebido R$ 100 mil como se fossem um fundo para a educação da filha.
“Essa história dos R$ 100 mil não é assim”, afirmou o advogado da jornalista. “Foram dois depósitos de R$ 50 mil cada um, em maio e junho de 2006, por conta das pensões que ele deixara de pagar. Os R$ 100 mil foram para cobrir esses atrasados, e não tem nada que ver com um fundo de educação.”"
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PF tem conversa de Renan com investigado por fraude
Da Folha de S.Paulo
"A Polícia Federal identificou a voz do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), numa interceptação telefônica realizada durante a Operação Navalha. Na conversa, a qual a Folha teve acesso, Renan fala com Flávio Pin, superintendente da Caixa Econômica Federal preso na ação da PF, acusado de integrar a quadrilha que fraudava licitações.
É a primeira vez que o senador surge diretamente num grampo desde que a PF deflagrou a operação, duas semanas atrás. Até agora, Renan aparecia apenas citado em conversas entre acusados de formar a organização criminosa ligada à construtora Gautama.
No diálogo, registrado pela PF no dia 23 de março deste ano, Renan diz que no dia anterior havia conversado com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e que iria falar também com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O assunto entre Renan e Pin era um empenho (liberação de recursos da União) para a cidade de Maceió. Não fica claro, no entanto, sobre que obra os dois tratavam."
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Do colunista Janio de Freitas na Folha de S. Paulo
"Para o interesse público legítimo, não faz diferença se os pagamentos de obrigações do senador Renan Calheiros, fossem diretos ou feitos por intermédio de terceiro, ligaram-se à sua "vida mais íntima" ou se destinaram a fins mais triviais. O esclarecimento esperado de Renan Calheiros era para a incompatibilidade entre os seus vencimentos, ao longo de seus 30 anos de político profissional, e o pagamento, não só aquele de decorrências íntimas, senão também o do patrimônio que nem parece todo declarado na relação apresentada em sua eleição de 2002. Esse esclarecimento Renan Calheiros não fez no que chamou de explicação aos senadores.
Os gastos nada insignificantes de sua "vida mais íntima" tiveram, no que Renan Calheiros chamou de "meio escândalo", apenas o papel de provocadores de revelações financeiras e patrimoniais que dizem respeito à sua vida pública. Dono declarado de pelo menos uma casa em Brasília e dois apartamentos, e agora reconhecendo-se proprietário também de uma fazenda, Renan Calheiros está apontado pelo "Globo" como dono de outras propriedades, em Alagoas, encobertas por laranjas ou testas-de-ferro.
Não lhe bastaria, portanto, restringir-se à continuada reiteração de que os gastos com sua "vida mais íntima" foram "com recursos próprios". O que importa, para o interesse público, é o esclarecimento sobre a procedência e o acúmulo desses recursos próprios. E esse esclarecimento Renan Calheiros evitou com o discurso, de intenção obviamente sensibilizante, da vítima atingida por uma violação do princípio constitucional de proteção à intimidade e à honra pessoal.
É possível que Renan Calheiros tenha explicação para todas as respostas que ainda não deu ao interesse público. O que se sabe, com toda a certeza, é que seu discurso mais o distanciou das respostas devidas e mais o aproximou de indícios inaceitáveis no presidente do Congresso e do Senado, e mesmo que apenas em um senador."
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Presente sem licitação
Cláudio Humberto
O ex-governador Jaime Lerner, hoje empresário, ganhou um presentão do governo do Distrito Federal.
Seu ex-sócio, Cássio Taniguchi, atual secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Distrito Federal, assinou despacho para contratar, sem licitação, a Jaime Lerner Arquitetos Associados. A empresa vai prestar uma consultoria em Brasília.
O despacho foi publicado no final da semana passada no Diário Oficial do DF. Taniguchi dispensou a licitação porque considera a empresa em que trabalhou com “notória especialização”.
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Mônica desmente Renan Calheiros
De O Estado de S.Paulo
"A jornalista Mônica Veloso contestou ontem as declarações feita em plenário pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), com quem teve uma filha que está com três anos de idade. Por meio de seu advogado, Pedro Calmon, a jornalista disse ao Estado que, antes do reconhecimento da paternidade por Renan, em dezembro de 2005, recebeu o valor da pensão e do aluguel em dinheiro. “Ela sempre recebeu em dinheiro vivo, entregue pelo Cláudio Gontijo”, disse Calmon, referindo-se ao lobista da Construtora Mendes Júnior, em Brasília.
Por meio de Calmon, a jornalista também disse que o funcionário da empreiteira não era seu conhecido, como afirmou Renan. “Foi o senador Calheiros quem apresentou o Gontijo a Mônica. Antes, ela nunca tinha visto o senhor Gontijo”, sustentou. A ex-namorada do senador também negou que tenha recebido R$ 100 mil como se fossem um fundo para a educação da filha.
“Essa história dos R$ 100 mil não é assim”, afirmou o advogado da jornalista. “Foram dois depósitos de R$ 50 mil cada um, em maio e junho de 2006, por conta das pensões que ele deixara de pagar. Os R$ 100 mil foram para cobrir esses atrasados, e não tem nada que ver com um fundo de educação.”"
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PF tem conversa de Renan com investigado por fraude
Da Folha de S.Paulo
"A Polícia Federal identificou a voz do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), numa interceptação telefônica realizada durante a Operação Navalha. Na conversa, a qual a Folha teve acesso, Renan fala com Flávio Pin, superintendente da Caixa Econômica Federal preso na ação da PF, acusado de integrar a quadrilha que fraudava licitações.
É a primeira vez que o senador surge diretamente num grampo desde que a PF deflagrou a operação, duas semanas atrás. Até agora, Renan aparecia apenas citado em conversas entre acusados de formar a organização criminosa ligada à construtora Gautama.
No diálogo, registrado pela PF no dia 23 de março deste ano, Renan diz que no dia anterior havia conversado com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e que iria falar também com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O assunto entre Renan e Pin era um empenho (liberação de recursos da União) para a cidade de Maceió. Não fica claro, no entanto, sobre que obra os dois tratavam."
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"Os investimentos em países emergentes alcançaram US$ 647 bilhões em 2006, um recorde, segundo o relatório Financiamento do Desenvolvimento Global de 2007, divulgado ontem pelo Banco Mundial (Bird). O crescimento dos emergentes também foi excepcional, com expansão média do Produto Interno Bruto (PIB) de 7,3%, bem acima da alta do PIB mundial, de 4%."
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Campanhas pagas por empreiteiras
De O Estado de S.Paulo
"Empreiteiras, construtoras, empresas de engenharia e congêneres bancaram 11,42% da receita declarada oficialmente pelos 27 governadores em suas campanhas eleitorais em 2006 - R$ 25.319.217,00 de R$ 221.564.164,12, segundo levantamento feito pelo Estado nas contas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O recordista, em termos proporcionais, é o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), investigado pela Polícia Federal na Operação Navalha, que teve bancado pelo setor 35,40% do dinheiro que arrecadou. A Construtora Gautama, também objeto da investigação da PF, não consta, porém, da sua lista de financiadores. Dos Estados com maior eleitorado, o governador com mais apoio da área foi o do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), com 24,63%."
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Sem licença, RCTV quer virar canal a cabo
Da Folha de S.Paulo
"Fora do ar desde a 0h de ontem, a emissora RCTV pretende voltar a transmitir por cabo "em breve" caso o governo não imponha entraves, disse o diretor-geral da TV Globovisión, Alberto Federico Ravell.
Ontem os protestos contra o fim da concessão entraram no terceiro dia. Houve novos confrontos, com um saldo de pelo menos seis feridos. Dois estudantes foram baleados e estão em estado grave. "Se o governo não impedir, não impuser travas, a RCTV sairá por todos os serviços de TV a cabo em breve", disse Ravell à Folha.
O empresário disse que a Globovisión, que transmite apenas por cabo na maior parte do país, ajudará a RCTV a voltar ao ar com apoio técnico. "A primeira ajuda que estamos dando é espaço para tudo que tem acontecido, mas na área da empresa podemos colaborar com a transmissão."
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"Os investimentos em países emergentes alcançaram US$ 647 bilhões em 2006, um recorde, segundo o relatório Financiamento do Desenvolvimento Global de 2007, divulgado ontem pelo Banco Mundial (Bird). O crescimento dos emergentes também foi excepcional, com expansão média do Produto Interno Bruto (PIB) de 7,3%, bem acima da alta do PIB mundial, de 4%."
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Campanhas pagas por empreiteiras
De O Estado de S.Paulo
"Empreiteiras, construtoras, empresas de engenharia e congêneres bancaram 11,42% da receita declarada oficialmente pelos 27 governadores em suas campanhas eleitorais em 2006 - R$ 25.319.217,00 de R$ 221.564.164,12, segundo levantamento feito pelo Estado nas contas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O recordista, em termos proporcionais, é o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), investigado pela Polícia Federal na Operação Navalha, que teve bancado pelo setor 35,40% do dinheiro que arrecadou. A Construtora Gautama, também objeto da investigação da PF, não consta, porém, da sua lista de financiadores. Dos Estados com maior eleitorado, o governador com mais apoio da área foi o do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), com 24,63%."
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Sem licença, RCTV quer virar canal a cabo
Da Folha de S.Paulo
"Fora do ar desde a 0h de ontem, a emissora RCTV pretende voltar a transmitir por cabo "em breve" caso o governo não imponha entraves, disse o diretor-geral da TV Globovisión, Alberto Federico Ravell.
Ontem os protestos contra o fim da concessão entraram no terceiro dia. Houve novos confrontos, com um saldo de pelo menos seis feridos. Dois estudantes foram baleados e estão em estado grave. "Se o governo não impedir, não impuser travas, a RCTV sairá por todos os serviços de TV a cabo em breve", disse Ravell à Folha.
O empresário disse que a Globovisión, que transmite apenas por cabo na maior parte do país, ajudará a RCTV a voltar ao ar com apoio técnico. "A primeira ajuda que estamos dando é espaço para tudo que tem acontecido, mas na área da empresa podemos colaborar com a transmissão."
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