Por Carlos Chagas, para Tribuna da Imprensa
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O homem não perdoa. Ataca. Não pode ver um microfone ou, mesmo sem a parafernália eletrônica, aproveita simples reuniões de rotina para surpreender todo mundo.
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Falamos do presidente Lula e de seus improvisos. O último, se não tiver produzido outros, depois, foi de arrepiar. Disse aos representantes dos movimentos sociais que "na China não tem partido e, por isso, quando o presidente (de lá) manda, todos obedecem".
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Santo Deus! Na China tem partido, sim senhor, e tão forte que desde 1949 é o único. Nada se faz, nada se julga, nada se pensa sem a presença permanente do Partido Comunista Chinês, que até a memória de Mao Tse-Tung vem conseguindo apagar. Volta e meia eles mudam o presidente da República, mesmo quando a gente não consegue perceber, porque os chineses, afinal, são todos iguais.
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O diagnóstico do presidente Lula foi feito às avessas: lá, o partido manda e o presidente obedece.
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Se é para buscar as razões de porque não tem sido obedecido pelo PT, deveria o presidente Lula procurar os companheiros para uma completa lavagem de roupa suja. Ou, se quiserem, para buscar a alma perdida do petismo, que ninguém sabe por onde anda.
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Ainda esta semana, num dos mais tocantes episódios da história do Senado, despediu-se a senadora Heloísa Helena, aos prantos. Emocionada, permaneceu três horas na tribuna, homenageada pelas lágrimas até do empedernido delegado Romeu Tuma, entre outros. Do PT, participaram com apartes apenas os mesmos de sempre: Eduardo Suplicy e Paulo Paim. Os demais escafederam-se, temerosos ou insuportáveis, como a senadora Ideli Salvati, que em comunicação ao presidente da casa foi flagrada dizendo: "Renanzinho, quando é que vai acabar esse chororô?"
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Falta solidariedade no PT, assim como parece sobrar ódio. De grande esperança nacional, o partido transformou-se aos poucos num organismo perverso, além de insosso, inodoro e incolor, onde cada um cuida dos próprios interesses. Como se poderia imaginar o PT cumprindo ordens, mesmo de seu virtual chefe maior?
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A culpa do Dr. Silvana
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Saiu, afinal, o relatório da CPI dos Sanguessugas. Apesar da notória capacidade jurídica do relator, senador Amir Lando, não houve jeito de identificar a origem do dinheiro. Veio de onde aquele monte de notas perfazendo um milhão e setecentos mil reais, além de dólares? Ninguém sabe. Ou ninguém disse.
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Senadores e deputados foram incapazes de encontrar a resposta, assim como a Polícia Federal, o Ministério Público e o Poder Judiciário. As oitivas e os depoentes se sucederam, as investigações também, envolvendo grandes e pequenos dirigentes do PT, notoriamente cúmplices e participantes da tramóia do dossiê, mas, no final, o mesmo ponto de interrogação.
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Há quem suponha haver sido o dinheiro doado pelo Dr. Silvana, o arquiinimigo da Humanidade...
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Contradições
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Revela-se, afinal, que o PIB não poderá crescer 5% no ano que vem, como apregoou o presidente Lula. Não parece fácil destravar o País, reconhecem os maiores analistas da economia, que já falam em 4% em dezembro do ano que vem. Pode até ser menos. O que não dá para entender, porém, é como tudo o que produzimos cresce pouco, enquanto cresce olimpicamente o lucro dos bancos.
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Com o governo às vésperas de divulgar o pacote econômico do segundo mandato, parece impossível não diagnosticar que enquanto a atividade especulativa crescer mais do que a atividade produtiva nada vai mudar. Chegamos num ponto em que não bastarão medidas de incentivo à produção. Serão necessárias iniciativas cerceando a especulação. Para começar, esticando o perfil dos títulos da Dívida Pública, que tal, também, proibir que grupos econômicos e até pessoas físicas brasileiras comprem esses títulos lá fora? Aqui, pagariam 22% de Imposto de Renda. Falsamente no exterior, estão isentos...
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O homem não perdoa. Ataca. Não pode ver um microfone ou, mesmo sem a parafernália eletrônica, aproveita simples reuniões de rotina para surpreender todo mundo.
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Falamos do presidente Lula e de seus improvisos. O último, se não tiver produzido outros, depois, foi de arrepiar. Disse aos representantes dos movimentos sociais que "na China não tem partido e, por isso, quando o presidente (de lá) manda, todos obedecem".
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Santo Deus! Na China tem partido, sim senhor, e tão forte que desde 1949 é o único. Nada se faz, nada se julga, nada se pensa sem a presença permanente do Partido Comunista Chinês, que até a memória de Mao Tse-Tung vem conseguindo apagar. Volta e meia eles mudam o presidente da República, mesmo quando a gente não consegue perceber, porque os chineses, afinal, são todos iguais.
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O diagnóstico do presidente Lula foi feito às avessas: lá, o partido manda e o presidente obedece.
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Se é para buscar as razões de porque não tem sido obedecido pelo PT, deveria o presidente Lula procurar os companheiros para uma completa lavagem de roupa suja. Ou, se quiserem, para buscar a alma perdida do petismo, que ninguém sabe por onde anda.
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Ainda esta semana, num dos mais tocantes episódios da história do Senado, despediu-se a senadora Heloísa Helena, aos prantos. Emocionada, permaneceu três horas na tribuna, homenageada pelas lágrimas até do empedernido delegado Romeu Tuma, entre outros. Do PT, participaram com apartes apenas os mesmos de sempre: Eduardo Suplicy e Paulo Paim. Os demais escafederam-se, temerosos ou insuportáveis, como a senadora Ideli Salvati, que em comunicação ao presidente da casa foi flagrada dizendo: "Renanzinho, quando é que vai acabar esse chororô?"
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Falta solidariedade no PT, assim como parece sobrar ódio. De grande esperança nacional, o partido transformou-se aos poucos num organismo perverso, além de insosso, inodoro e incolor, onde cada um cuida dos próprios interesses. Como se poderia imaginar o PT cumprindo ordens, mesmo de seu virtual chefe maior?
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A culpa do Dr. Silvana
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Saiu, afinal, o relatório da CPI dos Sanguessugas. Apesar da notória capacidade jurídica do relator, senador Amir Lando, não houve jeito de identificar a origem do dinheiro. Veio de onde aquele monte de notas perfazendo um milhão e setecentos mil reais, além de dólares? Ninguém sabe. Ou ninguém disse.
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Senadores e deputados foram incapazes de encontrar a resposta, assim como a Polícia Federal, o Ministério Público e o Poder Judiciário. As oitivas e os depoentes se sucederam, as investigações também, envolvendo grandes e pequenos dirigentes do PT, notoriamente cúmplices e participantes da tramóia do dossiê, mas, no final, o mesmo ponto de interrogação.
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Há quem suponha haver sido o dinheiro doado pelo Dr. Silvana, o arquiinimigo da Humanidade...
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Contradições
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Revela-se, afinal, que o PIB não poderá crescer 5% no ano que vem, como apregoou o presidente Lula. Não parece fácil destravar o País, reconhecem os maiores analistas da economia, que já falam em 4% em dezembro do ano que vem. Pode até ser menos. O que não dá para entender, porém, é como tudo o que produzimos cresce pouco, enquanto cresce olimpicamente o lucro dos bancos.
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Com o governo às vésperas de divulgar o pacote econômico do segundo mandato, parece impossível não diagnosticar que enquanto a atividade especulativa crescer mais do que a atividade produtiva nada vai mudar. Chegamos num ponto em que não bastarão medidas de incentivo à produção. Serão necessárias iniciativas cerceando a especulação. Para começar, esticando o perfil dos títulos da Dívida Pública, que tal, também, proibir que grupos econômicos e até pessoas físicas brasileiras comprem esses títulos lá fora? Aqui, pagariam 22% de Imposto de Renda. Falsamente no exterior, estão isentos...