terça-feira, dezembro 19, 2006

TOQUEDEPRIMA...

Obra polêmica no TRT
.
A empreiteira baiana OAS venceu a licitação para construir a nova sede do Tribunal Regional do Trabalho em Campo Grande (MS). A obra, de R$ 42 milhões, está 15% acima do valor do edital. O engenheiro Giancarlo Camillo, presidente da Associação Sul-Matogrossense de Empreiteiros de Obras Públicas, acha tudo muito estranho. Obra em TRT sempre dá rolo.
.
**********
.
O jogo da telefonia embolou
.
Por Dentro das Empresa, Blog de Cris Correa
Revista Exame

.
O que era para ser a maior operação de pulverização do controle acionário de uma empresa brasileira acabou se tornando um fiasco. Em assembléia realizada hoje de manhã, os acionistas da Telemar rejeitaram a proposta de reestruturação societária feita pelos controladores da companhia (GP Investimentos, BNDES e os grupos La Fonte e Andrade Gutierrez). Quais serão os efeitos dessa decisão?
.
O primeiro deles é que o jogo da telefonia embolou. Todo o mercado aguardava com expectativa a votação da proposta. Se fosse aprovada, outras empresas se animariam a seguir o mesmo caminho. A primeira delas seria provavelmente a Brasil Telecom. Além disso, sem a pulverização do controle (que permitiria a saída dos atuais sócios controladores), a Telemar precisa encontrar alguma outra válvula de escape - ou para crescer e ter musculatura para enfrentar a Telmex e a Telefônica ou para que seus atuais sócios passem o abacaxi para terceiros. O presidente da Telemar, Luiz Eduardo Falco, disse logo após a assembléia de acionistas que a empresa pode tentar comprar a TIM (que está sendo vendida para a Claro). Analistas, porém, acreditam que outra saída seria procurar um comprador para a Telemar (embora seja difícil será encontrar algum).
.
Outro efeito colateral é que os sócios, que nunca tiveram um relacionamento exatamente amistoso, devem agora ter sérios desentendimentos. Desde que a proposta de reestruturação foi apresentada, meses atrás, conversei pessoalmente com representantes de alguns acionistas e em todas essas conversas saí sempre com a mesma impressão: eles não falam a mesma língua. Agora, a possibilidade quase real de perder muito dinheiro deve fazer com que essas diferenças se intensifiquem.
.
O mercado já começou a punir a empresa. Hoje, as ações ordinárias da Telemar já caíram 20%.
.
**********
.
Outro lado da história
.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e os deputados Raul Jungmann (PPS-PE) e Fernando Gabeira (PV-RJ) estão agora atacando o aumento de 91% a deputados e senadores. Mas é bom esclarecer algumas coisas:
.
1 – A reunião em que foi decidido o aumento era aberta a qualquer deputado e senador. Nenhum dos três apareceu para se manifestar contra.
.
2 – A bancada do PT no Senado, da qual Suplicy faz parte, acabou ajudando a aprovar o novo salário.
.
3 – Não foi só Gabeira do PV que não apareceu na reunião. Nenhum deputado do partido deu as caras para criticar o aumento ontem.
.
4 – O partido de Jungmann, que informa que entrará no Supremo Tribunal Federal contra o aumento, foi favorável na reunião de ontem ao reajuste. E quem se manifestou a favor foi o deputado Colbert Martins (BA), que é suplente da Mesa Diretora. Jungmann, por ser vice-líder, poderia ter dito pela bancada do PPS um não para os R$ 24.500.
.
5 – Entrar no STF contra a decisão só terá efeito protelatório. Mesmo quem é contra o aumento diz que as Mesas Diretoras podiam conceder o reajuste numa canetada.
.
***********
.
A palavra é...
.
Por Sérgio Rodrigues, em NoMínimo
.
A mínima
.
Hoje vamos falar de “a mínima”, boa sugestão do leitor paraibano Paulo Gilberto dos Santos:
.
Sabemos que a expressão “a mínima”, como em “informei, mas não me deram a mínima”, significa que não foi dada a esperada atenção ao emissor da mensagem. Peço, contudo, que teça comentários sobre a disseminação do uso..“A mínima” é um belo exemplo da inclinação que tem a língua em geral, e a língua informal em particular, pela economia, pela concisão, por dizer mais com menos meios. Em “a mínima”, uma elipse esconde, por desnecessário, o complemento óbvio: “atenção”. Processo semelhante ocorre em locuções já consagradas, como “ele está nas últimas (horas)”, e ainda em fase de consagração, como “não faço a menor (idéia)”.
.
Atenção: talvez convenha evitar esse tipo de economia no relatório para a presidência da firma ou na redação de vestibular. Na linguagem oral, porém, pode ficar à vontade. Mesmo que seja no churrasco de fim de ano dos ministros do Supremo Tribunal Federal, numa frase como: “O Congresso aprovou, mas o STF não deu a mínima”.
.
**********
.
Avança, mas lentamente
.
O Congresso Nacional, que nos tem dado tanto vexame, acaba de fazer dois gols. Um, a aprovação final da lei básica do saneamento, que define as regras do setor e dá segurança jurídica e econômica aos novos investimentos nesse setor tão essencial para o crescimento e para a saúde das pessoas. A lei passou nas duas casas e agora vai para a sanção do presidente Lula.
.
O outro gol por enquanto foi marcado apenas pelo Senado. Acaba de aprovar lei que facilita a abertura de empresas no Brasil. Responde à pesquisa do Banco Mundial chamada “Fazendo Negócios”, que avalia o ambiente em torno do empreendedor privado. Um dos quesitos é exatamente este: quantos dias o empreendedor gasta para colocar uma empresa em funcionamento? No Brasil, em média, 152 dias, o pior resultado entre os países importantes. No Chile, por exemplo, são 30 dias, o melhor resultado entre os latino-americanos.
.
Porém: a lei votada no Senado ainda precisa passar na Câmara; e a lei do saneamento ainda depende de uma pendência que está no Supremo Tribunal Federal (a questão de saber quem é poder concedente dos serviços de água e esgoto quando esse serviço é partilhado por vários municípios, como nas regiões metropolitanas).
.
O Supremo está na obrigação de se apressar.
.
Mesmo porque, sabe quanto tempo levou a lei do saneamento no Congresso Nacional? 20 anos. O Brasil avança lentamente.