A atual legislatura, que acaba de se dar um aumento que quase dobrará os salários de deputados e senadores a partir do próximo ano, ficará para a história como a pior da história do País. A legislatura 52ª, que começou em janeiro de 2003 e se encerra agora em dezembro de 2006, foi a que revelou mais escândalos de corrupção, envolvendo deputados e senadores, incluindo os casos do mensalão e dos sanguessugas.
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Pelo menos 90 parlamentares foram ou estão sendo investigados, quatro acabaram cassados, pelo menos seis renunciaram para escapar de possíveis punições e cinco parlamentares ficaram sem mandato por conta de decisão da Justiça Eleitoral, que apontou irregularidades nas campanhas de 2002.
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Isso, sem contar os 12 deputados acusados de participação no mensalão e os que acabaram sendo absolvidos pelos colegas, além dos 72 parlamentares inicialmente acusados no esquema das sanguessugas e que acabaram sem ter os nomes citados no relatório final da CPI.
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A Receita Federal também apertou o cerco contra os envolvidos no mensalão e no esquema das compras de ambulâncias. O Fisco passou um pente fino nas declarações e movimentações financeiras de todos os 90 parlamentares inicialmente investigados pela CPI dos Sanguessugas e encontrou irregularidades em 89 casos.
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Nada menos que uma centena de deputados, o equivalente a um quinto dos 513 parlamentares responde a ações criminais na Procuradoria Geral da República ou no Supremo Tribunal Federal (STF), instância da Justiça que pode instaurar processos contra senadores e deputados.
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"Realmente esta é a pior legislatura dos últimos anos e a população não vai sentir saudades dos congressistas que não foram reeleitos", disse o cientista político Rogério Schimidtt.
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O Congresso já passou por períodos de forte envolvimento em escândalos, mas o atual cenário supera qualquer situação vivida pelo Parlamento brasileiro em época de normalidade institucional. Entre 1993 e 1994, os congressistas tiveram sua imagem abalada pela descoberta da extensão das operações dos Anões do Orçamento.
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Agora, os últimos escândalos surpreendem pela quantidade de envolvidos e pela clareza com que deputados recebiam repasses de dinheiro vivo, deixando rastros sem a menor preocupação de punição. Montaram uma verdadeira central de emendas que beneficiava empresas de ambulância, de inclusão digital e outras. As punições, no entanto, não tiveram tantos resultados.
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Apesar de todas as investigações, até agora a resposta veio mesmo das ruas. Quase 50% dos deputados federais não obtiveram reeleição. Para a vice-coordenadora do Movimento Voto Consciente, Rosângela Torrezan, somente uma intensa fiscalização da sociedade civil, o que não ocorre ainda no Brasil, poderia fazer com que os congressistas não cometessem a impropriedade de legislar contra os seus eleitores.
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Projetos importantes mofam na fila
Tina Vieira, para Jornal do Brasil
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BRASÍLIA. Um dia depois de aumentar o próprio salário para R$ 24.500, deputados e senadores não apareceram para trabalhar no Congresso. NoSenado, onde a pauta está trancada por MPs, não houve sessão por falta de quorum. Na Câmara, dos 513 deputados, apenas 35 registraram presença. Não é por falta de trabalho que as duas Casas ficaram vazias ontem. A uma semana do início do recesso parlamentar a pauta da Câmara e do Senado tem projetos importantes para serem analisados. O Orçamento Geral da União de 2007, por exemplo, ainda não foi votado e corre o risco de ficar para o ano que vem.
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Há outros projetos importantes aguardando para serem apreciados. As propostas de mudança na lei para fechar os ralos da corrupção, apresentados no relatório final da CPI dos Correios em abril, ficarão para a próxima legislatura. A votação do segundo turno do projeto que acaba com o voto secreto também não tem chances de entrar em pauta este ano.
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Na lista de projetos importantes que na fila para entrar em votação está a proposta de emenda à Constituição 438 de 2001, conhecida como a PEC do trabalho escravo. O projeto determina a expropriação de terras onde houver trabalho escravo.
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Pelo menos 90 parlamentares foram ou estão sendo investigados, quatro acabaram cassados, pelo menos seis renunciaram para escapar de possíveis punições e cinco parlamentares ficaram sem mandato por conta de decisão da Justiça Eleitoral, que apontou irregularidades nas campanhas de 2002.
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Isso, sem contar os 12 deputados acusados de participação no mensalão e os que acabaram sendo absolvidos pelos colegas, além dos 72 parlamentares inicialmente acusados no esquema das sanguessugas e que acabaram sem ter os nomes citados no relatório final da CPI.
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A Receita Federal também apertou o cerco contra os envolvidos no mensalão e no esquema das compras de ambulâncias. O Fisco passou um pente fino nas declarações e movimentações financeiras de todos os 90 parlamentares inicialmente investigados pela CPI dos Sanguessugas e encontrou irregularidades em 89 casos.
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Nada menos que uma centena de deputados, o equivalente a um quinto dos 513 parlamentares responde a ações criminais na Procuradoria Geral da República ou no Supremo Tribunal Federal (STF), instância da Justiça que pode instaurar processos contra senadores e deputados.
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"Realmente esta é a pior legislatura dos últimos anos e a população não vai sentir saudades dos congressistas que não foram reeleitos", disse o cientista político Rogério Schimidtt.
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O Congresso já passou por períodos de forte envolvimento em escândalos, mas o atual cenário supera qualquer situação vivida pelo Parlamento brasileiro em época de normalidade institucional. Entre 1993 e 1994, os congressistas tiveram sua imagem abalada pela descoberta da extensão das operações dos Anões do Orçamento.
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Agora, os últimos escândalos surpreendem pela quantidade de envolvidos e pela clareza com que deputados recebiam repasses de dinheiro vivo, deixando rastros sem a menor preocupação de punição. Montaram uma verdadeira central de emendas que beneficiava empresas de ambulância, de inclusão digital e outras. As punições, no entanto, não tiveram tantos resultados.
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Apesar de todas as investigações, até agora a resposta veio mesmo das ruas. Quase 50% dos deputados federais não obtiveram reeleição. Para a vice-coordenadora do Movimento Voto Consciente, Rosângela Torrezan, somente uma intensa fiscalização da sociedade civil, o que não ocorre ainda no Brasil, poderia fazer com que os congressistas não cometessem a impropriedade de legislar contra os seus eleitores.
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Projetos importantes mofam na fila
Tina Vieira, para Jornal do Brasil
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BRASÍLIA. Um dia depois de aumentar o próprio salário para R$ 24.500, deputados e senadores não apareceram para trabalhar no Congresso. NoSenado, onde a pauta está trancada por MPs, não houve sessão por falta de quorum. Na Câmara, dos 513 deputados, apenas 35 registraram presença. Não é por falta de trabalho que as duas Casas ficaram vazias ontem. A uma semana do início do recesso parlamentar a pauta da Câmara e do Senado tem projetos importantes para serem analisados. O Orçamento Geral da União de 2007, por exemplo, ainda não foi votado e corre o risco de ficar para o ano que vem.
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Há outros projetos importantes aguardando para serem apreciados. As propostas de mudança na lei para fechar os ralos da corrupção, apresentados no relatório final da CPI dos Correios em abril, ficarão para a próxima legislatura. A votação do segundo turno do projeto que acaba com o voto secreto também não tem chances de entrar em pauta este ano.
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Na lista de projetos importantes que na fila para entrar em votação está a proposta de emenda à Constituição 438 de 2001, conhecida como a PEC do trabalho escravo. O projeto determina a expropriação de terras onde houver trabalho escravo.