terça-feira, dezembro 19, 2006

TOQUEDEPRIMA...

Aeronáutica admite existência de "fantasmas" nos radares
Redação Terra
.
O brigadeiro Ramón Borges Cardoso admitiu nesta terça-feira que os radares de Brasília podem apresentar falhas. Ele representou o comando da Força Aérea Brasileira (FAB) em audiência pública realizada hoje pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado. As informações são da Rede Globo.
.
Segundo o brigadeiro, o equipamento cria "fantasmas", aviões que não existem e aparecem na tela dos controladores. Ele disse que os "fantasmas" equivalem a 1% dos aviões que passam por Brasília.
.
O programa Fantástico divulgou no último domingo boletins que dizem respeito a eventos ocorridos sobre a área coberta pelo Cindacta 1, em Brasília. Relatório do dia 10 de dezembro mostra que o radar registrou naquele dia 28 duplicações ou multiplicações de vôos.
.
Cardoso reconheceu ainda que a pane no sistema aéreo, no início do mês, aconteceu porque não existe equipamento reserva.
.
**********
.
Erros no sistema podem provocar choque de aviões
Redação Terra
.
Relatórios recentes escritos diariamente pelos controladores de vôo mostram que, dois meses e meio depois da queda do Boeing da Gol, ainda há falhas no controle de tráfego aéreo brasileiro.
.
O programa Fantástico teve acesso a boletins que dizem respeito a eventos ocorridos sobre a área coberta do pelo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 1), que administra quase dois mil vôos diários sobre São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Brasília e Mato Grosso.
.
Um tipo de ocorrência freqüente é a de falta de pessoal. No dia 28 de abril, em Brasília, um controlador teve 31 aviões sobre sua responsabilidade durante 30 minutos. O número de aviões seria o dobro do máximo permitido.
.
Como resultado, os operadores tiveram que impor medidas restritivas como o aumento do tempo de espera de aviões no solo, a redução da velocidade dos aviões em rota e a espera de aviões no ar, sobrevoando os aeroportos.
.
Quatro controladores ouvidos pelo programa disseram que algumas vezes falta papel para a impressão de filipetas que reproduzem as informações dos radares. Elas funcionam como orientação para os controladores em caso de falhas nos equipamentos.
.
Outro problema diria respeito ao programa de computador usado pelos controladores. Ele alteraria aleatoriamente informações como as altitudes dos aviões. Esta falha teria acontecido com o jato Legacy. Um relatório do dia 23 de novembro apontou o problema em um vôo na rota Porto Alegre-Guarulhos.
.
O avião, que estava no nível 340, teria trocado sozinha para o nível 360. O controlador poderia ter autorizado outro avião em sentido contrário, mas percebeu a troca e entrou em contato com o piloto do vôo Varig 2373 pelo rádio.
.
Outro problema com o software seria a criação de alvos falsos - aviões que não existem e aparecem na tela dos controladores. Em relatório do dia 10 de dezembro, aparecem 28 duplicações ou multiplicações de vôos. Num desses registros, o alvo falso acionou o sistema anti-colisão e fez com que o controlador adotasse medidas restritivas pesadas, prejudicando o usuário.
.
O Cindacta afirma que quando um problema é relatado a área técnica o resolve imediatamente.
.
***********
.
Nova lei facilita aquisição de cidadania portuguesa

Do G1, em São Paulo
.
A partir desta sexta-feira (15) vai começar a crescer a população portuguesa pelo mundo. O Ministério da Justiça português publicou hoje a nova Lei de Nacionalidade de Portugal, que entra em vigor nesta sexta e vai facilitar os processos de aquisição de cidadania do país por parte de estrangeiros que moram lá, ou descendentes de portugueses que moram no resto do mundo.
.
Os maiores beneficiados com a mudança vão ser os netos de portugueses cujos pais não adquiriram nacionalidade portuguesa. Até agora, segundo informações do Consulado Geral de Portugal em São Paulo, eram "raríssimos os casos em que é concedida a nacionalidade", e, mesmo assim, "não é transmissível aos filhos já nascidos".
.
Com a nova lei o processo vai ficar muito mais fácil. No caso de quem tem pelo menos um ascendente do segundo grau (avô) português, basta ter mais de 18 anos, conhecer a língua portuguesa e não ter antecedentes criminais.
.
A partir daí, é só entrar com uma declaração formal na Conservatória de Registros Centrais, em Lisboa. A lei prevê uma facilidade ainda maior num futuro breve, permitindo que consulados façam o trabalho da Conservatória. Mas ainda não foi divulgada a data em que os consulados poderão fazer esse serviço.
.
Por enquanto, já é possível se informar sobre a lei e entrar em contato com um consulado ou embaixada portuguesa para conseguir informações mais completas.
.
Também podem ser oficialmente portugueses a partir de agora os filhos de estrangeiros nascidos em Portugal, contanto que um dos progenitores seja português, ou que sejam estrangeiros mas vivam legalmente no país há pelo menos cinco anos
.
*********
.
Rodovia mais perigosa do país é a que liga SP ao Espírito Santo
Do G1
.
A estrada mais perigosa do país é a BR-381, que tem 1.187 quilômetros, liga Espírito Santo a São Paulo e passa por Minas Gerais. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), o índice de periculosidade da rodovia federal (que mede a proporção entre o número de acidentes e a extensão) é 8,34. O estudo aponta que ocorreram, em 2004, 7.420 acidentes nessa estrada.
.
Seguindo a mesma lógica, a BR-101 é a rodovia menos periogosa, pois o índice de periculosidade é 4,84. A estrada liga o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, passa por 13 estados e tem 4.560 quilômetros.
.
Em números absolutos, a BR-116 é a rodovia que mais registrou acidentes em 2004. O estudo aponta que foram 23.136 acidentes. A BR-116 tem 4.565 quilômetros, liga o Ceará ao Rio Grande do Sul e passa por dez estados.
.
Prejuízo
.
Técnicos do Ipea, do ANTP e do Denatran afirmam que o prejuízo com os acidentes nas estradas do país chegam a R$ 22 bilhões por ano. Dados das tragédias ocorridas entre julho de 2004 e junho de 2005 mostram que o Sudeste é a região que tem mais gastos, seguida do Sul do país.
.
Segundo Luis Henrique Proença Soares, presidente do Ipea, o custo humano dos acidentes é incanculável. "Apesar de falarmos em custos, o valor humano é o custo maior. Os dramas humanos vividos por conta dos acidentes é muito mais angustiante, principalmente pelo fato de ser evitável. Basta que a sociedade melhore a forma de dirigir".
.
Para ele, o estado brasileiro perde potencial de investimento em planejamento com o elevado custo provocado pelos acidentes rodoviários. "Por conta disso, os investimentos sempre foram de curto prazo. Foram anos de inflação, que só acabou na década passada. O estado está desaparelhado", explicou Soares.
.
Marcos Bicalho, da ANTP, informou que os números apresentados são superiores às metas da entidade. "Serve de alerta. Isso tudo é um fator de denúncia. Precisamos de esforços públicos por parte das autoridades e, também, da sociedade. Sabemos que chegar a uma meta zero de acidentes é uma utopia".