Por José Paulo Kupfer, Economínimo, NoMínimo
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No mesmo dia em que dobraram seus próprios rendimentos diretos, os parlamentares reajustaram as faixas da tabela do Imposto de Renda, para 2007 e 2008, em 3%.
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A meta de inflação para 2007 está fixada em 4,5%, mas o mercado, no momento, projeta uma inflação de 4% para o ano que vem. Assim, se a inflação, no fim do próximo ano, confirmar as projeções, deputados e senadores terão, em 2007, reajustes reais de 92,3% em suas remunerações diretas. E os contribuintes do Imposto de Renda recolherão mais para o leão, em termos reais, mesmo não ganhando mais em 2007 do que ganharam em 2006.
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No primeiro caso, o do próprio aumento salarial, os parlamentares consideraram que o impacto dos reajustes sobre os gastos públicos seria suportável. É claro que eles não se lembraram do efeito cascata que a decisão deflagrará, alcançando, no mínimo, assembléias estaduais e câmaras de vereadores.
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Já no caso da tabela do Imposto de Renda, entrou em campo o nunca assaz louvado senso de responsabilidade fiscal dos parlamentares. Sabe como é, não se pode ficar assim, sem mais nem menos, pressionando as contas públicas. Vai ver que, por isso, não dava nem para reajustar as faixas do Imposto de Renda no nível da inflação prevista, o que permitiria pelo menos manter inalterado, em termos reais, o tamanho da mordida do leão. A correção tinha de ficar abaixo da inflação projetada, configurando mais um pequeno, mas clássico confisco.
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Isso é que é legislar para o povo!
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No mesmo dia em que dobraram seus próprios rendimentos diretos, os parlamentares reajustaram as faixas da tabela do Imposto de Renda, para 2007 e 2008, em 3%.
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A meta de inflação para 2007 está fixada em 4,5%, mas o mercado, no momento, projeta uma inflação de 4% para o ano que vem. Assim, se a inflação, no fim do próximo ano, confirmar as projeções, deputados e senadores terão, em 2007, reajustes reais de 92,3% em suas remunerações diretas. E os contribuintes do Imposto de Renda recolherão mais para o leão, em termos reais, mesmo não ganhando mais em 2007 do que ganharam em 2006.
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No primeiro caso, o do próprio aumento salarial, os parlamentares consideraram que o impacto dos reajustes sobre os gastos públicos seria suportável. É claro que eles não se lembraram do efeito cascata que a decisão deflagrará, alcançando, no mínimo, assembléias estaduais e câmaras de vereadores.
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Já no caso da tabela do Imposto de Renda, entrou em campo o nunca assaz louvado senso de responsabilidade fiscal dos parlamentares. Sabe como é, não se pode ficar assim, sem mais nem menos, pressionando as contas públicas. Vai ver que, por isso, não dava nem para reajustar as faixas do Imposto de Renda no nível da inflação prevista, o que permitiria pelo menos manter inalterado, em termos reais, o tamanho da mordida do leão. A correção tinha de ficar abaixo da inflação projetada, configurando mais um pequeno, mas clássico confisco.
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Isso é que é legislar para o povo!